A era dos novos horizontes (VIII) – Horizontes Geográficos: Oceania

In:

GONZÁLEZ, Justo L. E até aos confins da Terra: uma história ilustrada do Cristianismo: a era dos novos horizontes – Vol. 9. São Paulo: Vida Nova, 1988 (1ª ed.), pág. 158 a 171.

“A princípio, as pessoas sentavam-se na igreja sobre esteiras no piso. Mas, pouco a pouco, sentiram a necessidade de ter assentos. Quando um homem tinha calças domingueiras, e uma mulher tinha um vestido branco, ou de algodão estampado, a próxima coisa era ter um assento na igreja, para manter limpas as suas novas vestimentas.”  (Rufus Anderson, Secretário da Junta Americana de Comissionados para Missões Estrangeiras)

No fim do século XVIII, as viagens do capitão inglês James Cook despertaram na Europa um novo interesse nas terras do Pacífico. Alguns desses territórios, como as Filipinas e a Indonésia, haviam sido colonizados pelos europeus muito tempo antes. Outros, particularmente a Austrália e a Nova Zelândia, foram invadidos por ondas migratórias de tal magnitude que, posteriormente, os europeus e seus descendentes acabaram constituindo a maioria da população. Por fim, as inúmeras ilhas da Melanésia, Micronésia e Polinésia, exploradas, colonizadas e evangelizadas por europeus, norte-americanos e australianos, ficaram debaixo do domínio das potências ocidentais, embora, em geral, a maior parte da população tenha continuado sendo nativa. Neste capítulo, começaremos falando das regiões colonizadas antes do início do século XIX, ou seja, as Filipinas e a Indonésia, para depois passar às novas nações ocidentais fundadas na região, Austrália e Nova Zelândia, e terminar com um rápido panorama das ilhas recentemente colonizadas.

Filipinas

 O primeiro europeu a chegar a essas ilhas foi Magalhães, que morreu em uma delas em 1521. A partir de então, elas foram motivo de discórdia entre espanhóis e portugueses, pois uns e outros as reclamavam com base nos direitos de conquista e evangelização que Roma lhes havia dado. Em 1565, sob a direção de Miguel Lopez de Legazpi, os espanhóis empreenderam a conquista das ilhas em disputa, onde Legazpi fundou a cidade de Manila, em 1571. Visto que em 1580 a coroa de Portugal foi unida à de Espanha (até 1640), a rivalidade entre as duas nações ibéricas cessou. Mas logo os holandeses e ingleses começaram a disputar com a Espanha o comércio da região, que era governada do México pelo vice-rei de Nova Espanha. Durante a segunda metade do século XIX, seguindo o exemplo das novas repúblicas americanas, muitos filipinos começaram a reclamar a independência, que proclamaram em 1896, no Grito de Balintawak. O mais notável promotor da independência, José Rizal y Mercado, foi fuzilado pelos espanhóis, pouco depois de estourar a rebelião, e Emílio Aguinaldo ficou então à testa do movimento. Em 1898, aproveitando a guerra entre Espanha e Estados Unidos, os patriotas organizaram um governo republicano, cujo primeiro presidente foi Aguinaldo. Quando se assinou a paz, no fim desse mesmo ano, a Espanha cedeu as Filipinas aos Estados Unidos. Os filipinos insistiram em sua independência, e continuou uma cruenta luta armada, até que Aguinaldo, capturado mediante um estratagema, submeteu-se ao governo norte-americano. Embora as hostilidades tenham continuado por algum tempo, elas foram amainando e, pouco a pouco, com a promessa de permitir algum dia a independência do país, os governadores norte-americanos conseguiram estabelecer a sua autoridade.

No meio de tudo isto, o catolicismo sofreu grandes perdas. Os sacerdotes, quase todos leais à Espanha, foram o primeiro meio de espionagem mediante o qual as autoridades espanholas se inteiravam das conspirações e golpes que eram preparados. Em consequência, Aguinaldo e os seus desejavam a criação de um catolicismo que se relacionasse diretamente com Roma, e que estivesse sob a direção de sacerdotes filipinos. Mas as gestões que o governo revolucionário fez perante Roma não tiveram o resultado desejado, e os patriotas se separaram de Roma, criando a Igreja Filipina Independente, sob a direção do sacerdote filipino Gregório Aglipay. Essa igreja, que depois tomou emprestada dos protestantes alguns costumes e doutrinas, ainda existe.

Os protestantes não haviam demonstrado grande interesse nas Filipinas até que, inesperadamente, essas ilhas passaram a se colocar sob o governo norte-americano. Então várias agências missionárias, louvando a Deus por essa “porta aberta”, prepararam-se para empreender uma obra ali. Antes de fazê-lo, contudo, consultaram-se mutuamente, e distribuíram entre si o território, de modo que, exceto em Manila, em cada lugar houvesse missionários e igrejas de uma única denominação. Ao mesmo tempo, fizeram-se acordos semelhantes com respeito a Cuba e Porto Rico.

Visto que a obra missionária protestante só começou no fim do século, em 1914, ao terminar o período que agora estudamos, as congregações protestantes eram ainda relativamente pequenas e, em muitos sentidos, o trabalho estava apenas começando.

Indonésia

Os primeiros europeus a se estabelecerem no arquipélago indonésio, hoje correspondente à Indonésia e Malásia Oriental, foram os portugueses. O interesse deles não era o de conquistar as ilhas, mas estabelecer nelas bases que os ajudassem a manter o seu monopólio sobre o comércio com a China. Ademais, eles desejavam comerciar com os habitantes da região, de quem obtinham especiarias que, na Europa, alcançavam altos preços. Mas logo os holandeses e britânicos, que não estavam dispostos a ser excluídos de comércio tão lucrativo, começaram a ameaçar os interesses portugueses na região. Os holandeses estabeleceram-se em Sumatra, em 1596, e os ingleses em Java, em 1602. A longo prazo, os holandeses saíram vencedores nessa competição tripla, embora tanto Portugal quanto a Inglaterra tenham retido importantes territórios.

O catolicismo, estabelecido séculos antes, graças à obra de Francisco Xavier, continuou a sua obra, embora tenha perdido grande parte do seu impulso, na medida em que Portugal foi cedendo lugar a Holanda e Grã-Bretanha. Visto que essas duas potências eram majoritariamente protestantes, o protestantismo avançou na região. Esse avanço não foi fácil, pois a Companhia Holandesa das Índias Orientais opunha-se ao trabalho missionário, temendo que ele provocasse a animosidade dos naturais, e que isso interrompesse o comércio. Esse temor era ainda maior, porque em algumas ilhas os muçulmanos eram numerosos, e repetidamente eles se haviam mostrado oponentes da pregação cristã. Mas, em 1798, a Companhia Holandesa das Índias Orientais foi desfeita, e pouco depois foram organizadas na Holanda sociedades missionárias que se interessaram pelo trabalho na Indonésia. Pouco a pouco, as principais denominações holandesas, e outras britânicas e norte-americanas, foram penetrando na região, sobretudo entre a população animista, embora também tenham conseguido convertidos entre os muçulmanos de Java.

Contudo, o governo holandês demonstrava estar disposto a governar com mão de ferro os territórios que se encontravam debaixo da sua jurisdição. Em 1820, ele decretou a união de todas as igrejas protestantes da Indonésia – decreto que só veio a se cumprir em 1854. E, em 1830, introduziu um sistema de controle sobre a agricultura, que determinava o que os naturais deviam cultivar, como e quando, e a que preço deviam vender os produtos. No campo econômico, isto criou um sistema de exploração e opressão. No campo religioso, deu lugar a uma igreja do Estado, cujo zelo missionário diminuiu. Foi necessária uma grande campanha de protesto por parte dos cristãos na Holanda, para que, em 1870, o governo abolisse os mais rígidos controles sobre a agricultura e o comércio. Então, inspirada por seus irmãos da Holanda, a Igreja das Índias Orientais recobrou novo vigor.

Um dos episódios mais interessantes que tiveram lugar no arquipélago, no século XIX, foi o êxito alcançado pelo aventureiro inglês James Brooke, a quem o sultão de Brunei, no norte de Bornéo, tornou rajá [em sânscrito, “rei”] da região de Sarawak. Sob o governo de Brooke (1841-68), de seu sobrinho Charles Brooke (1868-1917) e do filho de Charles, Vyner (1917-46), Sarawak permaneceu sob o protetorado britânico. James Brooke destruiu a pirataria na região e depois, interessado em melhorar as condições de vida de seus súditos, convidou missionários ingleses a se estabelecerem em seus domínios. Os primeiros missionários introduziram importantes melhoras na medicina e na educação, produziram literatura no idioma do país, e logo conseguiram um bom número de conversões. Com motivos semelhantes aos de seu tio, Charles Brooke convidou um contingente de chineses metodistas a se estabelecer em seus domínios, onde lhes ofereceu terras e proteção, com a esperança de que disseminassem entre os seus vizinhos tanto a fé cristã como os conhecimentos de agricultura.

Austrália e Nova Zelândia

No século XVII, navegantes holandeses haviam visitado e explorado as costas da Austrália e Nova Zelândia. Os europeus que depois deles visitaram a região foram os ingleses que acompanharam o capitão Cook. Os informes de James Cook despertaram interesse na Grã-Bretanha, particularmente sobre a região situada na costa oriental da Austrália, que Cook havia chamado de Nova Gales do Sul. Pouco depois, discutia-se na Inglaterra o que fazer com os condenados que antes eram deportados para as colônias norte-americanas. Uma tentativa de estabelecer colônias de deportados na África não havia tido maior êxito, e logo se achou a solução de se usarem as extensas terras da Nova Gales do Sul para esse objetivo. Os primeiros réus chegaram em 1788, e a partir de então os sentenciados continuaram a chegar à Austrália até 1867. Além disso, a partir de 1793 começaram a chegar colonos livres, cujo número foi aumentando até ultrapassar o de condenados. Isto se deveu ao desenvolvimento da criação de ovelhas, cuja lã era exportada para a Europa, e sobretudo ao descobrimento de grandes minas de ouro, em 1851. Devido ao caráter dos primeiros colonos e à febre do ouro que surgiu depois, por muito tempo as colônias inglesas na Austrália foram difíceis de governar.

A filiação religiosa desses colonos era semelhante à das Ilhas Britânicas, embora, mais tarde, tanto quanto nos Estados Unidos, as “igrejas livres”, a saber, não-anglicanas, tenham chegado a incluir uma proporção muito maior da população.

Quem mais sofreu como consequência de tudo isto foram os habitantes originais do continente australiano. Logo que as suas terras se tornaram lucrativas, graças à ovicultura [ou ovinocultura, criação de ovelhas], eles foram empurrados para territórios desérticos. Se eles insistiam em voltar, eram mortos como animais. Por volta de 1820, os aborígenes, exasperados, começaram a dar mostras de resistência, com o que só conseguiram ser perseguidos com uma fúria assassina ainda maior.

Samuel marsden.jpgNo meio dessas circunstâncias, houve cristãos que procuraram remediar a situação. Os protestos perante o governo de Londres, embora repetidos, não tiveram maiores consequências. O capelão anglicano Samuel Marsden, cujas responsabilidades oficiais se limitavam aos brancos, começou um trabalho missionário entre os aborígenes, em 1795, embora com pouco êxito. Outros, tanto protestantes como católicos, seguiram um método semelhante ao que os jesuítas haviam empregado no Paraguai, procurando convencer os aborígenes a viver em aldeias. O resultado desse método também foi pequeno. Embora muitos dos naturais do país se tivessem convertido, a população, dizimada pelos crimes que contra ela se cometiam, por enfermidades introduzidas pelos brancos e pela destruição de seus costumes e tradições, parecia destinada a desaparecer, até que, no século XX, medidas mais eficazes foram tomadas para a sua proteção.

A história da Nova Zelândia, embora paralela à da Austrália, é diferente. Ali também os holandeses chegaram antes do capitão Cook. E ali também se estabeleceram alguns elementos pouco desejáveis. Mas, em 1814, Samuel Marsden organizou uma obra missionária entre os habitantes da Nova Zelândia, os maoris. Embora ele mesmo não tenha permanecido muito tempo na Nova Zelândia, fundou em seu lar na Austrália um seminário onde chefes maoris se preparavam para voltar e pregar em sua terra natal. Além disso, a Bíblia foi traduzida para o maori e, em 1842, foi nomeado o primeiro bispo anglicano para a Nova Zelândia.

Enquanto isso, outros britânicos haviam chegado às ilhas, e em 1840, mediante um tratado com várias centenas de chefes maoris, a Nova Zelândia colocou-se debaixo da soberania britânica. Os abusos por parte dos colonos provocaram duas rebeliões de maoris, uma em 1843-1848 e outra em 1860-70. Ambas foram esmagadas pelas autoridades britânicas, com a ajuda de alguns chefes nativos que não participaram das rebeliões. Quando em 1861 se descobriu ouro, ficou selada a sorte dos maoris, que logo perderam quase todas as terras que lhes restavam. Os ingleses louvavam a si mesmos por terem erradicado o canibalismo que os maoris praticavam antes de sua chegada e, portanto, por havê-los “civilizado”. Mas a verdade é que, sem se contar a intervenção benéfica de algumas almas caridosas, e em particular dos missionários e pastores, o impacto dos europeus na Nova Zelândia foi devastador.

Um fenômeno interessante, que se repetira em outras partes do mundo, foi o modo por que alguns elementos tomados do cristianismo foram combinados com outros extraídos da tradição maori para produzir movimentos religiosos e políticos. Durante a segunda rebelião maori, por volta de 1860, surgiram dois movimentos com essas características. O primeiro, conhecido como jau-jau ou Pai marire, foi fundado por um profeta que dizia haver visto o anjo Gabriel, e em cujas doutrinas estava incluída grande parte da pregação bíblica a respeito do reino de justiça e do triunfo dos filhos de Deus. Algum tempo depois, o profeta religioso e chefe guerrilheiro Te Kooti fundou a seita chamada Ringatu, também com base em doutrinas cristãs unidas com tradições dos maoris e a suas ânsias de justiça. Esses movimentos, e outros semelhantes, contaram com bom número de seguidores entre os maoris, pelo menos até boa parte do século XX.

As ilhas do Pacífico

À leste das Filipinas, da Indonésia e da Austrália, há um número enorme de ilhas que os geógrafos classificaram em três grupos: Micronésia, à leste das Filipinas; Melanésia, ao sul da Micronésia; e Polinésia, à leste dos dois grupos anteriores. Desde os tempos de Magalhães, marinheiros espanhóis, portugueses, holandeses, britânicos e franceses haviam visitado uma ou outra dessas ilhas. Mas as suas viagens não despertaram maior interesse até o fim do século XVIII, quando os descobrimentos do capitão Cook e de outros que o seguiram, criaram na imaginação europeia sonhos de ilhas fabulosas, com climas paradisíacos, formosas mulheres e riquezas insuspeitadas. Até então, as ilhas só atraíam exploradores, caçadores de baleias, aventureiros e outros homens que as visitavam apenas de passagem. Os primeiros europeus a se estabelecerem permanentemente nelas foram os amotinados do famoso navio inglês Bounty, que desembarcaram na ilha de Pitcairn e cujos descendentes, de mulheres nativas, ainda vivem nessa ilha. Depois chegaram os primeiros missionários, que se estabeleceram no Taiti, e mais tarde nas ilhas Marquesas. Esses missionários eram protestantes, mas logo tiveram de enfrentar a competição dos católicos. Assim, entre aventureiros, comerciantes, colonos e missionários, o mundo ocidental foi deixando a sua marca sobre aquelas ilhas.

Os quadros idílicos de climas maravilhosos e habitantes dóceis e amáveis nem sempre eram corretos. Enquanto em algumas ilhas manifestavam-se demonstrações de inusitada hospitalidade, em outras se praticava o canibalismo, ou se caçavam cabeças, ou as viúvas eram estranguladas. Entre algumas delas havia guerras endêmicas. Entre outras não havia contato algum.

Tudo isto mudou, para bem e para mal, com a chegada dos europeus. Provavelmente o maior impacto foi causado inconscientemente pelos recém-chegados, pois eles introduziram enfermidades contra as quais os naturais das ilhas não haviam desenvolvido imunidade e que, portanto, dizimaram a população. Em alguns casos, o efeito foi semelhante ao da peste bubônica na Europa, no fim da Idade Média. Além disso, os europeus introduziram armas de fogo, com as quais as constantes guerras se tornaram muito mais mortíferas. Os comerciantes e aventureiros usavam os seus conhecimentos técnicos para enganar os nativos, ou para dominá-los, e não faltaram os que estabeleceram pequenos reinos com base na astúcia e no engano.

Durante quase toda a primeira metade do século XIX, as potências europeias não se interessaram verdadeiramente pelas ilhas do Pacífico. Foi no meio do século, com o aumento da competição imperialista, que cada nação se lançou sobre a sua parte no butim. Posteriormente os britânicos, cuja marinha era mais eficiente, tomaram a maior parte das ilhas. Mas nessa repartição foram beneficiadas também a França, a Alemanha, os Estados Unidos, a Austrália e a Nova Zelândia. Quando se desencadeou a Primeira Guerra Mundial, dificilmente restava no Pacífico uma rocha que alguma potência não reclamasse para si.

Devido ao grande número de ilhas em questão, não podemos seguir aqui a história do cristianismo em cada uma delas. Portanto, basta fazer alguns comentários gerais. O primeiro é que, quanto ao que se refere ao apoio do Estado, os que mais gozaram dele foram os católicos, pois a política da França era usar as missões católicas como veículo para o aumento do seu império. Por isso, quando algum chefe nativo se negava a permitir a presença de missionários católicos, frequentemente ele era persuadido a isso, através da presença de um navio de guerra diante da sua aldeia. E em mais de uma ocasião as dificuldades com que os missionários católicos tropeçaram levaram ao estabelecimento da soberania francesa. Ao contrário, a maior parte dos missionários protestantes não contou com o apoio de seus governos, que por vezes temiam as complicações que os missionários lhes pudessem causar.

Outro fato notável é que, na maioria das vezes, o evangelho não chegou a uma ilha levado por cristãos brancos, mas por missionários naturais de alguma ilha próxima. Desde logo cedo, as igrejas nas ilhas do Pacífico se distinguiram por seu zelo missionário. Assim que a igreja se estabelecia em um lugar, havia voluntários ansiosos por levar a mensagem para outro lugar. Em mais de uma ocasião aconteceu que esses voluntários, ao chegarem à ilha onde iam pregar o amor, eram mortos e comidos por aqueles a quem esperavam converter. Então, ao terem notícia do que acontecera, apareciam outros dispostos a continuar tão perigosa missão.

Além disso, convém assinalar que logo houve pastores nativos na maior parte das igrejas, embora tenha havido missionários que resistiram à tendência de colocar sobre os seus ombros maiores responsabilidades. Em Fiji e outros lugares, foram fundados seminários onde se preparavam pastores e missionários para as diversas ilhas.

Por fim, não faltaram potentados nativos que usaram o seu poder para proclamar o evangelho, e o evangelho para estender o seu poderio, como o fizeram tantos governantes através da história. Talvez o mais notável destes tenha sido o rei de Tonga, que se batizou com o nome de Jorge – em honra ao Rei da Inglaterra – e que estendeu o seu poderio a várias ilhas circunjacentes, onde também fez com que o evangelho fosse pregado.

Em todo caso, ao terminar o século XIX, a maioria dos polinésios era cristã, e havia igreja em quase todas as ilhas da Melanésia e da Micronésia. Unicamente em regiões remotíssimas, como o interior da Nova Guiné, restavam pessoas que não tinham nenhuma notícia do cristianismo. Portanto, na Oceania, como no resto do mundo, o século XIX ampliou os horizontes da igreja, ao ponto de serem poucos os lugares onde não se louvava o nome de Cristo.

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