As Escrituras (1): a verdade revelada e inspirada por Deus

“Buscai no livro do Senhor, e lede; nenhuma destas coisas faltará…” (Is 34.16).

“Toda a Escritura divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça” (2Tm 3.16).

 

“Temos visível evidência que a Bíblia é uma revelação de Deus. E nos é dito na Bíblia que Deus deu a revelação por inspiração. Se a Bíblia é a revelação de Deus, justo é deixá-la falar por si mesma sobre a sua própria natureza.[1]

 

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Ouça, após a leitura, “Bíblia Sagrada”, com Luiz de Carvalho:

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Com este artigo (post), estou iniciando uma série de breves estudos sobre doutrinas bíblicas, do ponto de vista, obviamente, de um protestantismo conservador, num plano chamado GOTEJANDO OS DITOS DO SENHOR, baseado em Deuteronômio 32.2, onde lemos: “Goteje a minha doutrina como a chuva, destile o meu dito como o orvalho, como chuvisco sobre a erva e como gotas de água sobre a relva”. Uma das doutrinas que queremos destacar é acerca das Escrituras, e faremos isto em dois capítulos, neste, a partir de interpretações de textos que as próprias Escrituras falam de si mesmas, em relação, principalmente, ao Antigo Testamento, e outra, com destaque à formação histórica e composição do cânon utilizado pelos cristãos.

Atribuímos o significado às Escrituras (do grego, graphai) ou Escrituras Sagradas, o mesmo que é aplicado à palavra “bíblia” (livros), plural do termo grego biblion, “rolo” ou “livro”, que originalmente veio de papiro, uma planta aquática, cuja casca interna era secada para se tornar uma matéria e escrita de uso generalizado no mundo antigo. Mas ao mesmo tempo, tornou-se o Livro por excelência, o registro reconhecido da revelação divina em uma coleção de textos (livros) considerados pelos judeus e cristãos como divinamente inspirados.

  1. As Escrituras: revelação de Deus ao homem

“Que é a verdade?”, perguntou Pilatos a Jesus (Jo 18.38). Há possibilidade de se buscar esta virtude? Se não houvesse um meio de chegar ao conhecimento de Deus, do homem e do mundo, Pilatos então teria razão. Mas há, e está em forma de livro, as Sagradas Escrituras, que é a verdade revelada de Deus ao homem. Ela é a revelação escrita do único Deus verdadeiro, visando a salvação do homem, e que demonstra sua autoridade divina por meio de muitas provas infalíveis. “O mundo pela sabedoria (filosofia) não conheceu a Deus” (1Co 1.21). As verdades que informam o homem como passar da terra para o céu devem ser enviadas do céu à terra. Em outras palavras, o homem precisa de uma revelação. Há outra revelação que o homem pode alcançá-la por meio da razão, que é a natureza. Mas é a Palavra de Deus, a única capaz de “… penetrar até à divisão da alma e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração” (Hb 4.12). Como disse Kant, um dos maiores pensadores de todos os tempos, acerca dos cristãos: “fazem bem em basear a sua paz e piedade nos Evangelhos porque somente neles está a fonte das verdades profundas e espirituais, depois de a razão haver explorado em vão todas as possibilidades.”

Para que a revelação de Deus passasse de pai para filho e se perpetuasse de geração para geração, precisaria estar escrita, em forma de livro. E “… tudo o que dantes foi escrito, para nosso ensino foi escrito, para que pela paciência e consolação das Escrituras tenhamos esperança” (Rm 15.4). A memória e a tradição podem falhar, por isso, acreditamos, Deus agiu com a máxima sabedoria e também dum modo normal dando ao homem a sua revelação. O Deus dos hebreus é a autoridade máxima a ser evocada quando se trata de sua Palavra. É nEle que se contempla toda a autoridade em última análise. E não somente sua autoridade, mas Ele próprio tornou-se conhecido na sua auto revelação escrita, a Bíblia Sagrada, que se tornou uma coletânea autorizada da sua revelação, em forma de livro, para servir de regra de fé e prática ao seu povo.

  1. A inspiração das Escrituras

Os registros históricos acerca do povo de Israel, dos milagres e ensinamentos de Jesus, do testemunho dos primeiros cristãos e, consequentemente, da história do Cristianismo demonstram a inspiração da Bíblia e seus efeitos benéficos sobre os que aceitam e vivem seus ensinamentos. Ela é “divinamente inspirada” (2Tm 3.16), literalmente, dada pelo sopro de Deus, para que o “homem de Deus”, “… seja perfeito, e perfeitamente instruído para toda boa obra” (2Tm 3.17). O apóstolo Pedro afirma também que “… a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo” (2Pe 1.21).

A inspiração pode ser definida como “a influência sobrenatural do Espírito de Deus sobre a mente humana, pela qual os profetas, apóstolos e escritores sacros foram habilitados para exporem a verdade divina sem nenhuma mistura de erro” (In: PEARLMAN: 1977, p. 21). E também como “… o poder inexplicável que o Espírito Divino exerce sobre os autores das Escrituras, em guiá-los até mesmo no emprego correto das palavras e em preservá-los de todo erro, bem como de qualquer omissão” (Idem, p. 21).

A palavra Escritura, como aparece em 2Timóteo 3.16 e em outros textos, refere-se ao Antigo Testamento e é entendida como a Palavra de Deus. É como se o próprio Deus houvesse falado cada palavra[2] do livro, tornando-se o resultado da divina inspiração espiritual. Podemos dizer que a declaração de Pedro (2Pe 1.21) revela que o Espírito Santo estava presente duma maneira especial e milagrosa sobre os escritores das Escrituras, revelando-lhes as verdades que antes não conheciam e guiando-os também no registro dessas verdades e dos acontecimentos, dos quais eram testemunhas oculares, de maneira que as pudessem apresentar com exatidão substancial ao conhecimento de outrem.

A inspiração, ao invés de ser tratada como um assunto bastante complexo, conforme tem sido discutido nos vários credos cristãos através da história, como um assunto cheio de enigmas teológicos e tumultuado por definições obscuras etc., na verdade, ela pode ser entendida de forma bastante simples, a partir de reflexões de textos como os expostos acima. Mas com o passar dos tempos, a igreja teve de enfrentar doutrinas e opiniões erradas e defeituosas, por isso, doutores cristãos tiveram que definir e detalhar a doutrina da inspiração, tornando-a bastante complexa. Mas em resumo a inspiração das Escrituras pode ser definida como[3]:

  • Divina e não apenas humana – Diferentemente do que se diz acerca de grandes sábios, como Platão, Sócrates, Aristóteles, Browning, Shakespeare e outros gênios do mundo literário, filosófico e religioso, que eram especiais, mas humanos, a inspiração da Bíblia tem um caráter absoluto e sobrenatural que demonstram o elemento divino e espiritual em sua mensagem.
  • Única e não comum – Alguns confundem a inspiração com o esclarecimento e mantêm a opinião de que esse esclarecimento espiritual seja a explicação adequada sobre a origem da Bíblia. Mas este esclarecimento não é o mesmo que inspiração. Conforme depreendemos, por exemplo, de 1Pedro 1.10-12 (“Da qual salvação [em Cristo e por Ele] inquiriram e trataram diligentemente os profetas que profetizaram da graça que vos foi dada, indagando que tempo ou que ocasião de tempo o Espírito de Cristo, que estava neles, indicava, anteriormente testificando os sofrimentos que a Cristo haviam de vir, e a glória que se lhes havia de seguir. Aos quais foi revelado que, não para si mesmos, mas para nós, eles ministravam estas coisas que agora vos foram anunciadas por aqueles que, pelo Espírito Santo enviado do céu, vos pregaram o evangelho; para as quais coisas os anjos desejam bem atentar”). Por este texto, entendemos que os profetas recebiam verdades por inspiração e lhes era negado esclarecimento necessário à sua compreensão dessas mesmas verdades. O Espírito Santo inspirou-lhes as palavras, mas não achou por bem conceder-lhes a compreensão do seu significado. Neste caso, o texto sagrado está acima do entendimento humano e os profetas ou escritores apenas criam na mensagem que recebiam de Deus.
  • Viva e não mecânica – A inspiração não significa ditado, no sentido de que os escritores fossem passivos. A própria palavra inspiração exclui o sentido de ação meramente mecânica, e a ação mecânica exclui qualquer sentido de inspiração. O Divino Espírito usou as suas faculdades mentais produzindo desta maneira uma mensagem perfeitamente divina, e que, ao mesmo tempo, conservasse os traços da personalidade do autor. Embora seja a Palavra do Senhor, é ao mesmo tempo, em certo sentido, a palavra de Moisés, ou de Paulo. “Deus nada fez a não ser pelo homem; o homem nada fez, a não ser por Deus. É Deus quem fala no homem, é Deus quem fala pelo homem, é Deus quem fala como homem, é Deus quem fala a favor do homem.” Se o entrosamento de mente e corpo já é um mistério demasiado grande, mesmo para o homem mais sábio; quanto mais não é o entrosamento do Espírito de Deus e o espírito do homem!
  • Completa e não somente parcial – Segundo a teoria da inspiração parcial, os escritores seriam preservados do erro em questões necessárias à salvação dos homens, mas não em outras matérias como sejam: história, ciência, cronologia e outras semelhantes. Portanto, segundo essa opinião, seria mais correto dizer que “A Bíblia contém a Palavra, em lugar de dizer que é a Palavra de Deus“. Essa teoria nos submergiria num pântano de incertezas, pois quem pode, sem equívoco, julgar o que é e o que não é essencial à salvação? Onde está a autoridade infalível que decida qual parte é a Palavra de Deus e qual não o é? E se a história da Bíblia é falha, então a doutrina também o é, porque a doutrina bíblica se baseia na história bíblica. Finalmente, as Escrituras mesmas reivindicam para si a inspiração plenária. Cristo e seus apóstolos aplicaram o termo “Palavra de Deus” a todo o Antigo Testamento.
  • Verbal e não apenas de conceitos – Segundo outra teoria, Deus inspirou os pensamentos, mas não as palavras dos escritores. Isto é, Deus inspirou os homens, e deixou ao critério deles a seleção das palavras e das expressões. Mas a ênfase bíblica não está nos homens inspirados, mas sim nas palavras inspiradas. “Havendo antigamente falado aos pais pelos profetas” (Hb. 1.1). “Homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo” (2 Pe 1.21). Ainda mais, é difícil separar a palavra do pensamento; um pensamento é uma palavra antes de ser ela proferida. (“não comeceis a dizer em vossos corações“; “o tolo disse em seu coração“); uma palavra é um pensamento ao qual se deu expressão. Pensamentos divinamente inspirados naturalmente teriam sua expressão em palavras divinamente inspiradas. Paulo nos fala de “palavras ensinadas pelo Espírito” (1Co 2.13). Finalmente, uma simples palavra é citada como sendo o fundamento de doutrinas básicas (Jo 35; Mt 22.42-45; Gl 3.16; Hb. 12.26, 27).
  1. Inerrância e infalibilidade das Escrituras[4]:

A questão da autoridade é central para qualquer teologia e, no caso da teologia protestante, a Bíblia tem ocupado um papel importante na definição desta autoridade. A Reforma (século XVI) passou para seus herdeiros a crença de que a derradeira autoridade não se acha na razão nem no papa, mas nas Escrituras inspiradas. Por isso, dentro do protestantismo conservador, a questão da inerrância tem sido muito debatida.

As duas palavras mais comumente usadas para expressar a natureza da autoridade bíblica são “inerrância” e “infalível”. Embora estes termos sejam aproximadamente sinônimos com base na etimologia, são usados de modo diferente. Na teologia católico-romana, “inerrância” é aplicado à Bíblia, e “infalível” à igreja, especialmente à função do papa e do magisterium[5]. Visto que os protestantes rejeitam a infalibilidade tanto do papa como da igreja, o termo tem sido aplicado cada vez mais às Escrituras.

A inerrância é o ponto de vista de que, quando todos os fatos forem conhecidos, demonstrarão que a Bíblia, nos seus autógrafos originais e corretamente interpretada, é inteiramente verdadeira, e nunca falsa, em tudo quanto afirma, quer no tocante à doutrina e à ética, quer no tocante às ciências sociais, físicas ou biológicas.

Mas há várias considerações a serem feitas em relação à inerrância e infalibilidade no campo teológico. Destaco aqui apenas os argumentos bíblicos em prol destes pontos:

  • A Bíblia ensina sua própria inspiração, e isto requer inerrância (2Tm 3.16 – “Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça”. Ou seja, a Bíblia dá testemunho de si mesma.
  • A Bíblia ensina a Sua própria autoridade, e isto também requer inerrância (Mt 5.17-20 – aqui Jesus fala sobre o mínimo pormenor (“… nem um jota ou um til se omitirá…”) da lei que será cumprido); Jo 10.34-35 – Jesus diz que “… a Escrita não pode falhar).
  • Israel, povo do Antigo Testamento, tinha critérios claros para distinguir a falsa da verdadeira profecia e o falso do verdadeiro profeta (Dt 13.1-5, 18.20-22). A veracidade total e absoluta era uma da marca da mensagem divina. Tanto o profeta mensageiro quanto sua mensagem escrita eram instrumentos da comunicação divina e dignos de crédito.
  • As Escrituras usam, elas próprias (o seu todo), para apoiar sua inerrância. Às vezes, um argumento inteiro depende de uma única palavra. Por exemplo, em João 10.34, a palavra deuses foi extraída de Salmo 82.6 e seu sentido é encontrado pelo entendimento da leitura “do todo” da Bíblia.
  • As Escrituras confirmam a inerrância em relação ao caráter de Deus. Ele não mente (Nm 23.19, 1Sm15.29, Tt 1.2, Hb 6.18), portanto, a Bíblia que vem da parte de Deus para o homem, também não mente, ou seja, ela é inerrante e infalível.

Outras observações que destacamos ainda são:

  • A expressão “e Deus disse”, ou equivalente, é usada mais de 2.600 vezes no Antigo Testamento, e confirma o testemunho e autoridade da Bíblia.
  • Jesus viveu em harmonia com os ensinos do Antigo Testamento e aprovou a sua veracidade e autoridade, como encontramos em diversos textos. Quero fazer referência apenas a Lucas 4.21 (“Então, começou a dizer-lhes: Hoje se cumpriu esta Escritura em vossos ouvidos”); Mateus 22.29 (“… Errais, não conhecendo as Escrituras, nem o poder de Deus”); João 10.35 (“… a quem a palavra de Deus foi dirigida… e a Escritura não pode ser anulada…”); Lucas 24.25,27 (“… tudo que os profetas vos disseram! (…) E, começando por Moisés e por todos os profetas, explicava-lhes o que dele se achava em todas as Escrituras”); Mateus 26.54 (“Como, pois, se cumpririam as Escrituras, que dizem que assim convém que aconteça?”)…
  • Os apóstolos e escritores do Novo Testamento também aprovaram as Escrituras (Antigo Testamento). Citamos, dentre os diversos textos apenas: Lucas 3.4 (“Segundo o que está escrito no livro das palavras do profeta Isaías…”); Romanos 3.2 (“… as palavras de Deus lhe foram confiadas [aos judeus]; Romanos 15.4 e 2 Timóteo 3.16 (já citados acima); Hebreus 1.1 (“Havendo Deus, antigamente, falado, muitas vezes e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, a nós falou-nos, nestes últimos dias, pelo Filho”); 2 Pedro 1.21 (já destacado); Atos 1.16 (“Varões irmãos, convinha que se cumprisse a Escritura que o Espírito Santo predisse pela boca de Davi…”); Atos 3.18 (“Mas Deus assim cumpriu o que já dantes pela boca de todos os seus profetas havia anunciado: que o Cristo havia de padecer”)…

 Quanto à inspiração e escolha dos Evangelhos e dos demais livros que compõem o Novo Testamento falaremos em outro momento. Por ora, concluindo esta primeira parte de nosso estudo sobre as Escrituras, apenas recapitulamos sobre a revelação como o ato de Deus pelo qual ele dá a conhecer ao homem, pois este, por si mesmo não podia saber, enquanto por inspiração entendemos que o escritor sagrado é preservado de qualquer erro ao escrever essa revelação. Daí, afirmarmos sobre a inerrância e infalibilidade das Escrituras, hoje composta de Antigo e Novo Testamento, deixadas para ensino e como única regra de fé e prática dos cristãos. Qual foi o processo para se chegar à composição dos Testamentos, a escolha dos livros e sua compilação? É o que pretendemos estudar e destacar no próximo capítulo (post).

 

Referências bibliográficas:

  • ARCHER Jr. Gleason L. Merece confiança o Antigo Testamento? São Paulo: Vida Nova, 1984 (3ª Ed.).
  • DOUGLAS, J. D. O Novo dicionário da Bíblia. Vol. I. São Paulo: Vida Nova, 1979 (3ª Ed.).
  • ELWELL, Walter a. (Editor). Enciclopédia Histórico-teológica da Igreja Cristã. Vol. I. São Paulo: Vida Nova: 1888 (1ª Ed.).
  • PEARLMAN, Myer. Conhecendo as doutrinas da Bíblia. São Paulo: Vida, 1977(6ª Ed.).

 

Notas:

  • [1] Imagem e texto disponíveis em: <https://www.institutogamaliel.org/teologia-a-inspiracao-da-biblia/>. Acesso em 11/03/2019.
  • [2] Cada palavra que compõe o texto sagrado é produto de inspiração divina? Não queremos explorar aqui esta questão, apenas fazer algumas observações. A expressão do Dr. William Evans, citada por Pearlman “… é como se o próprio Deus houvesse falado cada palavra do livro” (Op. Cit, p. 21) é uma força de expressão para enfatizar o papel do escritor frente à inspiração do texto que lhe foi dado e a escolha das palavras que melhor expressam a transmissão da sua mensagem. Na verdade, entendemos que Deus inspirou seus servos profetas e/ou autores em geral, mas eles transmitiram a mensagem recebida de Deus em suas próprias palavras, com suas figuras de linguagem, símbolos etc., usando seu estilo próprio, sua influência cultural. Às vezes até indoutos (boieiros, pescadores, agricultores…) foram portadores da mensagem de Deus. Se não fosse assim, as diversas versões da Bíblia estariam erradas – embora precisa ter cautela nesta questão também mas isto é papel dos teólogos –. Mas em geral, as versões atualizadas da Bíblia, com palavras mais modernas e compreensíveis ajudam o leitor a entender melhor o texto inspirado, mas que na sua grafia original estava muito distante e diferente de cada língua e cultura.
  • [3] Cf. PEARLMAN: 1977 (q.v.), pp. 21 a 24 – texto adaptado.
  • [4] FEINBERG, P.D. Inerrância e infalibilidade da Bíblia (adaptado). In: ELWELL: 1988, pp. 179 a 184.
  • [5] Destacamos esta posição da Igreja Católica, na 5ª parte de nosso texto “O depósito da fé: cânon, sucessão apostólica, tradição e outras considerações” (In: <http://amorim.pro.br/?p=1523>), onde destacamos o que o COMPÊNDIO do Catecismo da Igreja Católica afirma, em defesa do chamado Depósito da fé: “O depósito da fé é confiado pelos Apóstolos a toda a Igreja. Todo o povo de Deus, mediante o sentido sobrenatural da fé, conduzido pelo Espírito Santo, e guiado pelo Magistério da Igreja, acolhe a Revelação divina, compreende-a cada vez mais e aplica-a à vida”.

 

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